Como saí do isopor na rua para o digital
Por Thiago Máximo5 min de leitura

Em 2021 eu tinha 18 anos, um cartão de crédito novo e nenhum plano. Hoje eu sou Official Meta Partner, fundei o MaximoCRM e a Máximo Contingência e passei dos 7 dígitos faturados. Entre uma coisa e outra teve isopor, porta fechada e muita conta pra pagar.
Eu não vou te vender atalho. Vou contar o caminho do jeito que foi, com os erros junto. Se você está no começo, talvez se veja em alguma parte.
O ano em que a casa apertou
Venho de família humilde de Belo Horizonte. Nunca faltou comida, mas nunca sobrou. A maior renda de casa era a gráfica da minha mãe. Meu pai trabalhava de Uber.
Aí veio a pandemia. A gráfica quebrou e deixou dívida alta. O lockdown cortou as corridas do meu pai. Eu estava fazendo 18 anos e precisava ajudar em casa. No prato, era arroz e frango.
Me senti perdido. Cheguei perto de me envolver com coisa errada. Não me envolvi. Mas eu entendo bem quem está nesse lugar.
2 horas de CLT
Pedi emprego numa farmácia, sem currículo. Passei porque falava inglês, graças a uma bolsa que veio de uma permuta com um cliente da gráfica da minha mãe.
Fiquei 2 horas. Duas. Não tinha nada de errado com o emprego. Eu só senti que ali não era o meu lugar, e pedi demissão.
Cheguei em casa, dormi, orei e falei que ia mudar de vida. Depois disso, sentei na cadeira e comecei.
O primeiro tombo no digital
Com o primeiro cartão de crédito, comprei um curso de PLR. Coloquei uns R$ 5 mil no crédito. Não deu certo. Do jeito que me venderam, só dava certo pra quem vendia o curso. Resultado: nome sujo aos 18 anos.
No começo, também levei uma rasteira de gente que tinha me mostrado o mercado digital. Não vou entrar em detalhe. Só digo que doeu, e que eu segui.
O que ficou desse começo: curso nenhum faz o trabalho por você. Ou você aprende a vender, ou fica olhando o print dos outros.
Tráfego pago de porta em porta
Então fui vender o que eu sabia fazer: tráfego pago. Sem dinheiro pra anunciar, fiz do jeito mais antigo. Batendo de porta em porta, oferecendo anúncio pra empresa.
Numa dessas, fui oferecer tráfego numa empresa de Nova Lima, região nobre ao lado de BH. O segurança me mandou embora. Eu não me abalei. Fui pra próxima porta.
Aos poucos, a agência pegou cliente e começou a render uns R$ 2 mil por mês. Quase tudo ia pra casa e pra empresa. Ajudava, mas não bastava. E o sonho continuava lá, grande: um Porsche.
O isopor na rua e no Carnaval
Pra completar a renda, peguei um isopor e fui vender bebida na rua. No Carnaval também. Tenho foto e vídeo dessa fase até hoje.
Foi a melhor escola de vendas que eu tive. Na rua você tem segundos pra chamar atenção, entender o que a pessoa quer e fechar. Não tem anúncio, não tem funil. Tem você, o produto e o cliente na sua frente.
Ali eu aprendi a vender olho no olho. E é exatamente isso que eu faço hoje no WhatsApp, só que em escala.
A porta do WhatsApp
Em grupos de networking, vi um cara vendendo um app de notificação de WhatsApp. Comprei a licença por R$ 200 e revendi pro próprio networking.
Eu não tinha R$ 100 por dia pra colocar em anúncio. Ajudava em casa. Então montei afiliados. O meu top 1 afiliado me ensinou uma coisa que mudou tudo: disparo em massa no WhatsApp.
Comecei a vender disparo pros clientes da agência, e o resultado apareceu. Pela primeira vez eu tinha na mão uma coisa que quase ninguém ao meu redor sabia fazer.
Baby Beef, iGaming e a volta pra Nova Lima
Vi no story de um nome grande do digital que ia ter um encontro no Baby Beef, restaurante famoso de BH. Fui sem dinheiro pra pagar a conta. Todo mundo comendo picanha, e eu no arroz e frango. Fazia anos que eu não comia picanha.
Foi nesse encontro que eu conheci o mercado de iGaming. Apliquei disparo em massa ali, e comecei a ganhar bem.
Pouco tempo depois, o dono de uma operação me chamou pra dar mentoria lá dentro. A operação ficava em Nova Lima. A mesma região de onde o segurança tinha me mandado embora. Foi o primeiro dinheiro grande que eu vi na minha conta.
O que eu levo disso tudo
Depois disso vieram a empresa de chip aquecido, a viagem com a minha mãe pra Europa, a parceria com a Meta e o MaximoCRM. Mas tudo começou com um isopor e a decisão de não voltar atrás.
A história completa, com a linha do tempo, está na página Quem é Thiago Máximo. E se você quer usar o WhatsApp pra vender, me chama. Eu te digo qual é o próximo passo.
- Problema sempre vai ter. Eu não fico reclamando, eu busco solução.
- Vender olho no olho ensina mais que qualquer curso. O WhatsApp é a mesma conversa, com mais gente.
- Porta fechada é só porta fechada. Às vezes ela abre depois, por dentro.
- Conhecimento move a vida. Sempre busquei estudar e aprender, e foi isso que me trouxe até aqui.

Escrito por
Thiago Máximo
Empreendedor digital de BH, fundador do MaximoCRM e da Máximo Contingência e Official Meta Partner. Conheça minha história.

